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Mensagens

Modelo de jogo vs Modelo de treino e o “passo seguinte”

Nuno Bastos orientou na última época a equipa de juvenis do Lusitânia Lourosa, tendo-se sagrado campeão da 1ª Divisão Distrital. Conta ainda com passagens por Fiães, U. Lamas, Sanjoanense, Feirense e Oliveirense. No total, alcançou 5 títulos distritais, tendo ainda disputado as competições nacionais em todos os escalões de formação em futebol de 11. Todos os treinadores idealizam um modo de jogar que lhes permitam ter sucesso. Esse idealizar requer ao treinador ter bem claro o que é o seu modelo de jogo e o modelo de treino para o poder operacionalizar. Por vezes, e essencialmente nas camadas jovens, vemos que esta dicotomia (modelo de jogo e de treino) não é coerente. Na minha opinião, e para além da qualidade dos jogadores, a forma como se treina em função do nosso jogar é a principal fonte diferenciadora dos nossos treinadores. De forma sucinta, modelo de jogo representa a forma como os jogadores estabelecem relações entre si e expressam a sua identidade, criando uma...

Adaptação ao Contexto

Ricardo Afonso tem 20 anos. Iniciou-se como treinador adjunto nas equipas do Sport Clube Canidelo de sub 9 e sub 13. Passou ainda como adjunto dos seniores e juniores do Futebol Clube Perafita antes de se assumir como treinador principal de novo no Sport Clube Canidelo. Na última época, ingressou na Escola Academia Sporting de V.N.Gaia nas equipas de sub 9 e sub 13, tendo-se tornado campeão de futebol de 9 da Série 1 da AF Porto.  Hoje em dia todos os treinadores de formação devem e estão sujeitos a passar por diversos factores e contextos, muitos deles até adversos e de difícil adaptação. Na maior parte dos casos, o Treinador depara-se com alterações de ano para ano em questões de mudança de clube, mudança de divisão ou mudança de mentalidade, assim como também alterações físicas provenientes da puberdade. E a mudança de Futebol? A passagem do Futebol de 7 para o Futebol de 11? E a passagem de Futebol de 9 para o Futebol de 11? E a regressão do Treinador do Futebol ...

Portugal sub-20 no Mundial: como foi?

A seleção portuguesa de sub-20 foi uma deceção no Mundial da sua categoria. Com uma vitória, um empate e uma derrota, os jovens portugueses não se conseguiram apurar para a próxima fase. Um plantel recheado de qualidade, que tinha tudo para ambicionar levantar o troféu, mas que assim viu-se obrigado a vir para casa mais cedo. Importa, assim, olhar um pouco para aquilo que se passou na Polónia, palco do Mundial de sub-20 deste ano. Circulação em U:  A circulação de Portugal era demasiado previsível. Haviam poucas movimentações a meio campo, o que obrigava os jogadores a circular a bola por fora, como se formassem um U. Por vezes, Miguel Luís ocupava a posição de Dalot, subindo este para a frente e passando Trincão para o meio. Contudo, apenas este mecanismo é demasiado escasso para uma equipa que procurava vencer a maioria dos jogos. Os jogadores adoptaram um posicionamento rígido, que os fez tomar várias vezes más decisões. A insistência em jogar nos corredores:  F...

Resultados no processo de formação: Que importância?

André Teixeira está há 12 anos ligado à formação do Feirense como treinador. Atualmente nos iniciados, conta no seu currículo com os títulos de campeão distrital de sub-9, sub-10 e sub-11, para além de um campeonato e taça distrital em juvenis. A juntar aos títulos, tem algumas passagens à segunda fase de provas nacionais ao serviço de iniciados e juvenis do Feirense. Dentro de uma perspectiva social, todo o desenvolvimento de um atleta, treinador e pais mais otimistas pode ser afetado, de alguma forma, pela intrigante abordagem do futebol baseado em resultados e na sua importância no processo de formação. Para todos os jovens e futuros futebolistas, o desenvolvimento inicial é fundamental na busca pela excelência e na promoção das suas carreiras à medida que vão amadurecendo. Os alicerces que são estabelecidos em jovens futebolistas ainda em idade precoce afetam significativamente o seu futuro dentro do jogo, para além do seu possível futuro enquanto atletas profissionais....

A importância das ''bolas paradas'' no contexto de formação

Fábio Santos começou o seu percurso na formação do FC Pedroso, passando ainda pelos escalões jovens do FC Porto, onde chegou a ser coordenador da Dragon Force em Grijó e treinador no Canadá, antes de chegar aos Benjamins do SC Braga, cargo que atualmente ocupa. Nesta época, venceu a sua série de forma invicta. A importância que damos aos momentos do jogo e à forma como os queremos explorar revela muito do que é o nosso modelo de jogo. Desta forma é inegável que o 5º Sub-momento (chamadas “bolas paradas” ou esquemas táticos) terá de fazer parte desse mesmo modelo de jogo porque faz parte do mesmo. No entanto, na minha opinião, tudo depende da intencionalidade do treinador em abordar este momento do jogo e de o priorizar mais ou menos em relação a outros.  Sou da opinião de que tudo aquilo que remete para o modelo de jogo deve ser  priorizado e proporcionado, ou seja, priorizar desenvolver determinado momento do jogo e dentro dele princípios e sub- princípios ...

Ser ou não ser (Guardiola)? Eis a questão

Manuel Fonseca começou com 16 anos o seu trajeto como treinador ao serviço da Dragon Force do Grijó. No seu percurso, conta ainda com passagens pela Dragon Force no FC Porto e como adjunto dos séniores do Vilanovense FC. Atualmente, com 21 anos, é treinador dos sub-11 de uma das equipas do SC Braga. Desde Cruyff que o jogo se tornou mais que uma partida entre 2 equipas. Aprendemos com a turma Catalã, mais recentemente com Pep Guardiola, que o jogo romântico e  posicional torna o jogo mais belo, mais espetacular ou mais próximo do objetivo: a baliza (ou não). Mas é fundamental que percebamos o transfer que podemos tirar deste para a formação. Hoje em dia há uma moda exagerada do jogo a dois toques, muitas tabelas e rápida reação. Será isso benéfico para todas as equipas? Será que ao obrigarmos um jogador/equipa a jogar a 1/2 toques estamos a fazer com que pensem o jogo mais rápido, com que pensem o jogo melhor? Ou ao mesmo tempo estamos a torná-los previsíveis? “Robôs” ...

Análise à pesada derrota do FC Porto

Foi um resultado inglório aquele que o FC Porto conheceu na derrota frente ao Liverpool por 4-1, em jogo a contar para a 2ª mão dos quartos-de-final da Liga dos Campeões. Apesar dos números, estes não reflectem aquilo que se passou em campo. Foi uma partida muito dividida, onde ambas as equipas foram muita agressivas na pressão sobre os adversários mas que depois não decidiram bem quando tinham a posse de bola. Neste caso, foi claro que a qualidade individual dos jogadores fez a diferença. A equipa comandada por Sérgio Conceição teve várias hipótese de fazer golo, mas por algum pormenor ou má decisão a bola acabava por não entrar na baliza de Alisson. Já o Liverpool foi extremamente eficaz, tendo desperdiçado ainda a ocasião de Mané, que de baliza aberta atirou para fora. Contudo, não foram muitas mais as oportunidades que os ingleses tiveram de marcar a Casillas. Mas lá está, a qualidade individual faz a diferença. Em frente à baliza, não desperdiçaram. Não foram dominadores nem...