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1ª Parte portuguesa em solo italiano

Portugal arrancou um empate a zero no jogo de ontem frente à Itália.
Com uma aposta no mesmo trio de meio-campo que encantou na Polónia, a equipa portuguesa não apresentou a mesma qualidade na posse de bola.
Na primeira parte, foram várias as vezes que a equipa das quinas tentou jogar longo, tantas vezes sem sucesso. A aposta era direcionar as bolas para André Silva, mas muitas foram as vezes em que a bola sobrou para a defesa italiana, que pode de novo jogar a partir de trás. Ficam aqui um vídeo de vários lances em que Portugal não manteve a bola graças à decisão de esticar jogo.


Em termos defensivos, a equipa foi coesa atrás, não dando grande espaço para bolas nas costas, conseguindo assim evitar a velocidade de Insigne e Chiesa. Esta imagem demonstra bem a boa organização portuguesa, que de resto é algo a ser considerado no jogo de ontem.

Na única jogada em que Portugal mostrou algum critério, com a bola a passar pelos três jogadores do meio-campo, a seleção conseguiu, ainda que sem finalizar, ameaçar a baliza contrária. Contudo, este lance demonstra a falta de oportunidades criadas.


Assim, a seleção das quinas demonstrou enormes dificuldades na construção ofensiva na primeira parte. A aposta de Fernando Santos foi explicíta: Esperar pelo adversário e apostar num bloco médio baixo, de modo a evitar bolas nas costas. Contudo, para esta estratégia, talvez a aposta em Danilo Pereira fosse mais eficaz para a posição de médio defensivo, uma vez que Rúben Neves é um jogador mais de posse e menos possante que o médio do Porto.

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