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Mensagens

Ser ou não ser (Guardiola)? Eis a questão

Manuel Fonseca começou com 16 anos o seu trajeto como treinador ao serviço da Dragon Force do Grijó. No seu percurso, conta ainda com passagens pela Dragon Force no FC Porto e como adjunto dos séniores do Vilanovense FC. Atualmente, com 21 anos, é treinador dos sub-11 de uma das equipas do SC Braga. Desde Cruyff que o jogo se tornou mais que uma partida entre 2 equipas. Aprendemos com a turma Catalã, mais recentemente com Pep Guardiola, que o jogo romântico e  posicional torna o jogo mais belo, mais espetacular ou mais próximo do objetivo: a baliza (ou não). Mas é fundamental que percebamos o transfer que podemos tirar deste para a formação. Hoje em dia há uma moda exagerada do jogo a dois toques, muitas tabelas e rápida reação. Será isso benéfico para todas as equipas? Será que ao obrigarmos um jogador/equipa a jogar a 1/2 toques estamos a fazer com que pensem o jogo mais rápido, com que pensem o jogo melhor? Ou ao mesmo tempo estamos a torná-los previsíveis? “Robôs” ...

Análise à pesada derrota do FC Porto

Foi um resultado inglório aquele que o FC Porto conheceu na derrota frente ao Liverpool por 4-1, em jogo a contar para a 2ª mão dos quartos-de-final da Liga dos Campeões. Apesar dos números, estes não reflectem aquilo que se passou em campo. Foi uma partida muito dividida, onde ambas as equipas foram muita agressivas na pressão sobre os adversários mas que depois não decidiram bem quando tinham a posse de bola. Neste caso, foi claro que a qualidade individual dos jogadores fez a diferença. A equipa comandada por Sérgio Conceição teve várias hipótese de fazer golo, mas por algum pormenor ou má decisão a bola acabava por não entrar na baliza de Alisson. Já o Liverpool foi extremamente eficaz, tendo desperdiçado ainda a ocasião de Mané, que de baliza aberta atirou para fora. Contudo, não foram muitas mais as oportunidades que os ingleses tiveram de marcar a Casillas. Mas lá está, a qualidade individual faz a diferença. Em frente à baliza, não desperdiçaram. Não foram dominadores nem...

Como jogou o Sporting com apenas 10 jogadores?

No sábado, disputou-se na Vila das Aves o encontro entre o Desportivo das Aves e o Sporting, com vitória para o conjunto visitante por 3-1. A particularidade deste jogo foi o facto de a equipa liderada por Keizer se ter visto privada de jogar com 11 jogadores numa fase muito precoce de jogo, visto que Renan recebeu ordem de expulsão ao minuto 5. Deste modo, achei interessante compreender de que forma o treinador holandês fez alinhar os seus jogadores no campo, sabendo que teria de disputar praticamente os 90 minutos em desvantagem numérica. Deste modo, passo a explicar alguns aspetos a considerar da exibição leonina. Organização ofensiva:  Com a saída de Jovane, Keizer decidiu colocar Bruno Fernandes no corredor esquerdo. Assim, no momento ofensivo, o Sporting posicionava-se numa espécie de 4-4-1, com Wendel a ser o jogador mais móvel no corredor central, enquanto que Gudelj jogava mais fixo, de modo a não descompensar a equipa caso houvesse uma perda de bola. Destaco sobretud...

Individualidades do Sporting frente ao Portimonense

Relativamente ao jogo do Sporting contra ao Portimonense, que contou com uma exibição pouco consistente da equipa verde e branca, decidi fazer uma pequena compilação de alguns jogadores leoninos durante a partida de ontem. Curiosos para saber quem são? Passo a enumerar: Diaby, Mathieu, Ilori e Bruno Fernandes. Em relação a Diaby , quem me conhece já sabe o ódio de estimação que nutro por ele. Nem foi dos piores jogos, mas há momentos que me fazem questionar verdadeiramente como é possível Sousa Cintra ter gasto tanto dinheiro num jogador que não apresenta nada de especial, a não ser a sua velocidade, apesar da modalidade não ser atletismo. Eis a compilação: O segundo de quem falo é Mathieu . O francês regressou de lesão e decidiu demonstrar a sua qualidade com bola nesta partida, para além de ter várias vezes socorrido a defesa leonina. Neste vídeo, dois passes magistrais de um lado ao outro do campo, e ainda uma subida no terreno que demonstra bem as suas qualidades em co...

Estou de volta, desta feita para analisar o FC Porto-SL Benfica

Após um tempo em que decidi, por opção, ausentar-me um pouco das análises, regresso com um texto sobre o jogo de ontem que se disputou no Estádio do Dragão e trouxe um novo líder, o Benfica, que venceu o Porto por 2-1. Penso que foi um jogo bem disputado, com duas equipas a procurarem o golo, pelo menos até à expulsão de Gabriel, e onde o regresso do Marega foi o principal destaque, tendo influência direta no jogo do Porto, mas já lá vamos. Importa referir que o Benfica foi forte na transição, sendo sobretudo Rafa um jogador imprescindível neste tipo de jogos graças à forma como consegue progredir com bola em velocidade. De um modo geral, não se pode considerar que nenhum jogador tenha feito uma má exibição, apesar de considerar que Marega deveria ter sido substituído devido ao enorme desgaste que acusava na parte final da partida. Posto isto, passemos aos vídeos. Há pouco tempo, escrevi no Twitter que Marega não era o melhor jogador do Porto, mas sim o mais influente,  e...

O papel do Treinador na (de) formação do jogador de futebol

Fábio Santos começou o seu percurso na formação do FC Pedroso, passando ainda pelos escalões jovens do FC Porto, onde chegou a ser coordenador da Dragon Force em Grijó e treinador no Canadá, antes de chegar aos Benjamins do SC Braga, cargo que atualmente ocupa. Formação, segundo o dicionário, é “dar forma” e, adaptando esse termo ao futebol, urge sintetizar/concretizar o que queremos formar: modelo de jogador. Que tipo de jogador preconizamos, que tipo de jogador seria para nós “perfeito” (se é que ele existe). Simplificando, não é mais do que definir um destino/meta à qual queremos chegar (será o jogador de futebol algo finito?) Essa definição de modelo de jogador deve de ter em atenção várias vertentes que o irão constituir como um todo.              Físico (dentro do que é controlável) – Capacidades condicionais e/ou coordenativas, podendo aqui ir pelo caminho daquilo que é o controlável (capacidades condicionais e coordenativas) e...

Vitória de Bruno Lage frente a Keizer

A análise sai apenas hoje, mas foi no domingo que decorreu o derby entre Sporting e Benfica, com vitória para os visitantes por 4-2. Jogo mau da equipa de Keizer, que parece cada vez mais afastar-se das suas ideias que proporcionaram várias goleadas nos primeiros jogos. Pouco jogo interior, incapacidade de realizar jogadas rápidas e em desequilibrar. Muitas bolas longas, quando se pensava que Keizer ia sempre privilegiar o futebol jogado no chão. Por outro lado, bom jogo do Benfica, com a equipa a estar num ascendente exibicional sob o comando de Bruno Lage. Boas jogadas, inteligência na ocupação de espaços, perigosos na transição e com João Félix a afirmar-se cada vez mais na equipa. Importa, no entanto, não colocar demasiada pressão nas costas do jogador como alguns meios de comunicação social começam a fazer. Posto isto, vamos à análise. Foram alguns os momentos do jogo que decidi destacar. Performance de Bas Dost-  Ao intervalo do jogo, escrevi que se tivesse oportunidade ...